quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A lista . Melhores da música em 2008.


Por excesso de insistência de Mário César, que é mais estadunidense de alma do que gostaria de admitir - adora listinhas e quiçá estatísticas - , além de passar longos intervalos em casa entre uma composição outra, fiz a minha listinha dos dez melhores da música em 2008. Lista canalha, mais da metade não ouvi, a outra só ouvi canções soltas. Ainda assim, vamos lá, a lista comentada degrau a degrau ( a ordem não é qualitativa, mas sim lembrativa):

1. Santogold- I believe in Santogold (Do que eu ouvi, é sim o melhor álbum do ano. L.E.S. Artistes (ouvi mais duas) é uma canção primorosa e o clipe merece muito ser visto, pela ousadia: usar brancos como coadjuvantes de artistas principais negros e inspirar a elaboração dos quadros no filme A Montanha Sagrada de Alejandro Jodorowsky ( de novo um argentino, acorda Brasil!, vem pra vanguarda você também) é prova da inteligência dessa mulher. Não tem assessor de marketing que faça isso, veio da cabeça dela. Ouçam, vejam, apreciem.

2. Dengue Fever- Venus on Earth: Não ouvi o disco, mas ouvi uma canção que faz parte da trilha do seriado Weeds: One thousand tears of a tarantula. Faz duas semanas que essa aranha não me larga, nem Caetano Veloso teve uma igual ("sem essa aranha, sem essa aranha"). Banda de Los Angeles fazendo psicodelia inspirada no som do Camboja, canções cantadas em cambojano. Minha grande aposta pra 2009.

3. Vampire Weekend- Vampire Weekend: Esse eu ouvi direitinho. Bonitinho, fofo, açucarado, gostoso. Até esqueci durante uns meses, mas um dia me peguei lembrando dos hits. Um cookie musical.

4.
The Killers: Day and Age: Também não ouvi. Mas confio que os Killers ressuscitaram o legado Queen direitinho de novo.

5. Ladytron- Velocifero: Ouvi todo, milagre. E muitas vezes, hahahaha. Não é um grande disco, continuo gostando mais do Witching Hour. Mas como a cada dia me apaixono mais pelo Ladytron e tava faltando quem colocar, coloquei essa bolacha acima da média, mas só isso também. Ainda assim, pérolas como I´m not scared fizeram muito minha cabeça. Um dos discos que mais ouvi no segundo semestre, sei quase de cor.


6. Bloc Party: Intimacy: Outro que não ouvi. Mas como estive no show do Bloc Party em SP, tenho certezaq que eles estão em uma onda criativa única. Aposto todas as fichas nesse terceiro deles.


7. Kings of Leon: Only by the night: Quando você liga sua TV domingo à noite e vê um festival de música em algum lugar do mundo onde você queria estar, sente-se desamparada. Ao descobrir que a banda que está tocando é composta só de homens maravilhosos, fica mais ainda. Mas nada pode ser melhor do que o prazer de perceber que no meio disso tudo você acaba se perdendo no estilo sessentista da roupa dos caras e na qualidade da música, que segue a onda retrô. Assim conheci os Kings of Leon, há alguns anos, via Globo, pasmem. Eles ainda estavam no primeiro disco, mas chamavam a atenção pelas lindas influências e o compromisso musical que tinham. Quem dera todos os moleques fossem que nem eles. Eis meu pedido de desculpas formal a essa banda que mais uma vez não deu pra ouvir comme il faut, mas que tenho certeza que quem ouviu se amarrou muito, como eu um dia já.


8. Brasov – Uma noite em Tuktoyaktu: Eu queria colocar Brasil nesta lista. Esse disco eu ouvi todo ao vivo, no Estrela da Lapa. Depois de Jards Macalé, foi o show brazuca que mais me impressionou. Tá, é som pra nego da Zona Sul. Mas a presença de palco e a cadeia louca de influências do Leste Europeu e do brega Brasil ( Ouvintes assumidos de Roberto Carlos, não sem uma certa dose de sarcasmo) são compreensíveis por qualquer universitário. Simpático.


9. Robert Pollard: Superman was a rocker: Tava difícil terminar a lista, mas como ouvi Bobo Pollard pra caramba esse ano, homenageei o coroa. Ele merece muito ser ouvido. O disco dele de 2006 é lindo. É coroa, é bêbado, é vitalidade pura. Amo.


10. Cat Power e seu disco de regravações: É bom elogiar mulher. Ela é linda, é gostosa, mas preferiu ser rock star a modelo ou estrela de cinema. Eu ouvi Sea of love e não gostei. Mas este ano revi of ilme homônimo com Al Pacino e Ellen Barkin e, quando em lemrbava do thriller, só me vinha a Cat na cabeça. Me seduziu essa cachorra. Voz maviosa e interpretação penetrante. Ouçam esta canção. Vou logo ouvir as regravações das divas do jazz que ela andou fazendo.


É só, amigos. Desejo a todos um Ano-Bom musical e que eu possa estar aqui postando mais, tocando violão melhor, cantando melhor e compondo melhor .


Que venha a lista de filmes.








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